Pobreza e a Exclusão Social na Pessoas com Deficiência na UE Aumenta Com o Covid-19

Pobreza e a Exclusão Social na Pessoas com Deficiência na UE

Na quarta edição do Relatório europeu de Direitos Humanos do Fórum Europeu de Deficientes tem como objetivo apresentar a verdadeira extensão de como a pobreza e a exclusão social afetam as pessoas com deficiência na UE.

Destaca como os países da UE falharam em grande parte na redução da pobreza enfrentada pelas pessoas com deficiência, especialmente na esteira da crise financeira (a partir de 2008): 28,7% das pessoas com deficiência que vivem na UE estão em risco de pobreza. E tal número, apontam, provavelmente aumentará com os efeitos da COVID-19.

Dada a extensão do problema, aconcelha-se à UE a aceitar as recomendações, apresentadas na íntegra no final deste relatório.

Estes incluem:

  • Implementação plena do Pilar dos Direitos Sociais da UE, estabelecendo um plano de ação que inclua propostas para a inclusão de pessoas com deficiência.
  • Estabelecer um acompanhamento da Estratégia Europeia de Deficiência 2010-2020 para a próxima década, incluindo medidas para enfrentar a pobreza e a exclusão social das pessoas com deficiência e suas famílias.
  • Adoção de legislação que proteja as pessoas com deficiência contra a discriminação em todas as áreas de suas vidas, não apenas o emprego.
  • Fomentar a criação de empregos, estabelecendo uma Garantia de Direitos da Pessoa com Deficiência, garantindo uma oferta de emprego, aprendizagem, treinamento ou aprendizagem ao longo da vida. Isso pode ser ainda mais apoiado por oferecer suporte centrado na pessoa e flexível às pessoas com deficiência que procuram trabalho, ajudando-as a não perder as alocações de incapacidade ao trabalhar, bem como estabelecendo padrões para acomodação razoável no local de trabalho e suporte ou assistência necessários.
  • Favorecer o uso de métodos de avaliação de incapacidade que sigam uma abordagem cSP compatível e holística, olhando para uma abordagem centrada na pessoa e utilizando uma combinação de deficiências e considerações funcionais.
  • Investir na acessibilidade de todas as estruturas de apoio e serviços prestados ao público em geral para permitir que as pessoas com deficiência façam uso delas, reduzindo a necessidade de recorrer a serviços caros e especializados, minimizando assim os custos extras relacionados à deficiência aos indivíduos.

Poderá consultar o relatório na integra AQUI, informamos que o documento está em inglês.

 

Recommended Posts