LUTA DAS COMPRAS EM ALTURA DO COVID-19

Ainda estava muito no início de esta epidemia que afeta todo o mundo (covid-19), eu já preocupada, pois eu sendo uma pessoa considerada de risco devido a minha deficiência, lembro-me de comentar com algumas pessoas sobre o vírus, diziam que estava a preocupar-me demais.

Mas não liguei muito para os comentários deles e comecei a precaver-me, foi então que decidi arriscar a minha vida em ir às compras, sim ARRISCAR A VIDA.

Quando digo arriscar a vida, não no sentido de ser infetado pelo vírus porque ainda não tinha chegado a Portugal, mas sim por causa da falta de sensibilidade e brutalidade das pessoas que invadiram os supermercados numa demanda desvairada que nem ligavam para que se atravessava à frente.

A aventura foi a seguinte, num domingo estava eu em casa a terminar de fazer o almoço, reparei que me estavam a acabar algumas mercearias, decidi depois do almoço ir comprar.

Assim que entrei no supermercado reparei que tinha pessoas a mais do que normal, mas mesmo assim peguei num carrinho de compras e fui a aventura, parecia aqueles divertimentos nas feiras populares em que andamos com os carros uns contra os outros.

O incrível no meio disto tudo foi o desaparecimento dos produtos das prateleiras, quase que parecia um truque de magia, parecia porque esses mesmos produtos apareciam nos carrinhos de compras, achei um exagero, sem falar no papel higiénico, porque é que precisam de tantos rolos, será que este vírus provoca algum tipo de diarreia que eu não tenha conhecimento, pelo sim pelo não decide também levar algum rolos para casa, infelizmente não cheguei a tempo nem papel de cozinha, o que vale é qua a minha casa de banho está bem equipada e tem uma daquelas coisas que se chama bidé.

Mas o pior foi a falta de sensibilidade das pessoas, que passavam por mim empurrando-me de tal maneira que me provocava desequilíbrio, também não é preciso muito, tanto que se não fosse o carrinho das compras teria caído algumas vezes, pode-se dizer que ele foi um herói, pois se eu caísse ia ser um tragedia, este corpo grande pode provocar muitos danos, principalmente a mim própria.

O pior é qua as pessoas passavam e nem queriam saber de nada a não ser o produto que tinham avistado à distância, tinham de os ter custe o que custasse. Parecia os jogos sem fronteiras das compras.

Resumindo acabei por vir para casa quase sem compras, foi uma tarde de aventura e de aprendizagem, pois aprendi uma grande lição, não entres num supermercado cheio de pessoas enfurecidas pela competição de ter um carrinho de compras mais cheio do que o do vizinho.

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